Split Payment: como o novo sistema pode reduzir o fluxo de caixa das empresas

Amanda Leite • 27 de novembro de 2025

A Reforma Tributária de 2025 está saindo do papel e um dos seus pontos mais inovadores é o Split Payment, o sistema que promete revolucionar a arrecadação de tributos sobre o consumo no Brasil.

Split Payment

A partir de 2027, o pagamento de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) deixará de ser feito manualmente e passará a ocorrer de forma automática, no momento em que a transação financeira for concluída.

Mas o que exatamente muda? Como isso vai impactar empresas, contadores e o fluxo de caixa dos negócios?

Continue lendo e descubra como se preparar para o futuro da tributação digital no Brasil.

O que é o Split Payment?

O Split Payment é um mecanismo automático de recolhimento de tributos, criado pela Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária.

Na prática, quando uma empresa realiza uma venda, o valor dos novos impostos (CBS e IBS) será separado automaticamente e enviado direto ao Fisco, sem que o contribuinte precise calcular ou recolher depois.

Em outras palavras, o sistema divide o pagamento (split) em duas partes:

  • uma vai para o fornecedor,
  • e outra, diretamente para o governo.

Essa automação promete eliminar erros, reduzir sonegação e garantir crédito tributário instantâneo para as empresas compradoras.

Quando o Split Payment entra em vigor?

O novo modelo começa a funcionar em 2027, mas será implementado por etapas:

Fase 1 (2027): uso opcional entre empresas (B2B).

Fase 2: uso obrigatório nas operações B2B, à medida que o mercado se adaptar.

Fase 3: expansão para o consumidor final (B2C).

Segundo a Receita Federal, o ritmo da implantação vai depender da maturidade tecnológica do mercado financeiro e das empresas.

Como o Split Payment vai funcionar na prática

Imagine que uma empresa venda um produto por R$ 10.000,00.

No momento em que o pagamento é feito (via PIX, boleto ou cartão), o sistema divide automaticamente o valor:

R$ 9.000,00 vão para o fornecedor;

R$ 1.000,00 são transferidos diretamente ao Fisco.

Tudo isso acontece em tempo real, de forma integrada entre bancos, meios de pagamento e Receita Federal.

O resultado?

Menor flexibilidade no fluxo de caixa.

Como o imposto será retido e repassado automaticamente ao Fisco no momento da transação, as empresas deixarão de contar temporariamente com esses valores em caixa, o que pode alterar a forma como os empresários planejam pagamentos, investimentos e capital de giro.

O split payment exige uma gestão financeira ainda mais estratégica, capaz de equilibrar a conformidade fiscal e a liquidez operacional.

Como as empresas podem se preparar

Para enfrentar a chegada do split payment com segurança e eficiência, as empresas devem agir desde já.

Confira os principais passos para se preparar:

Mapeie os impactos tributários e tecnológicos: avalie como o novo sistema afetará seus processos, sistemas de pagamento e fluxo de caixa.

Revise contratos e políticas internas: adapte cláusulas e prazos para evitar conflitos sobre retenções automáticas.

Reestruture o planejamento de caixa: considere que parte do valor das vendas será automaticamente destinada ao Fisco.

Conte com assessoria jurídica especializada: uma orientação técnica pode reduzir riscos e otimizar a adaptação ao novo sistema.

Antecipar-se é a melhor estratégia. Com planejamento e suporte adequado, o split payment pode se transformar em uma oportunidade de inovação fiscal e eficiência operacional.


O Split Payment é mais do que uma inovação, é o marco da arrecadação digital no Brasil.

A partir de 2027, pagar impostos deixará de ser uma tarefa manual e se tornará parte automática das transações comerciais.

Empresas que se anteciparem estarão mais preparadas, mais seguras e mais competitivas.


No Pimentel Advogados, estamos ajudando nossos clientes a se adaptarem estrategicamente ao novo cenário tributário, garantindo que não apenas acompanhem as mudanças, mas se destaquem nelas.

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