Split Payment: como o novo sistema pode reduzir o fluxo de caixa das empresas
A Reforma Tributária de 2025 está saindo do papel e um dos seus pontos mais inovadores é o Split Payment, o sistema que promete revolucionar a arrecadação de tributos sobre o consumo no Brasil.
A partir de 2027, o pagamento de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) deixará de ser feito manualmente e passará a ocorrer de forma automática, no momento em que a transação financeira for concluída.
Mas o que exatamente muda? Como isso vai impactar empresas, contadores e o fluxo de caixa dos negócios?
Continue lendo e descubra como se preparar para o futuro da tributação digital no Brasil.
O que é o Split Payment?
O Split Payment é um mecanismo automático de recolhimento de tributos, criado pela Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária.
Na prática, quando uma empresa realiza uma venda, o valor dos novos impostos (CBS e IBS) será separado automaticamente e enviado direto ao Fisco, sem que o contribuinte precise calcular ou recolher depois.
Em outras palavras, o sistema divide o pagamento (split) em duas partes:
- uma vai para o fornecedor,
- e outra, diretamente para o governo.
Essa automação promete eliminar erros, reduzir sonegação e garantir crédito tributário instantâneo para as empresas compradoras.
Quando o Split Payment entra em vigor?
O novo modelo começa a funcionar em 2027, mas será implementado por etapas:
Fase 1 (2027): uso opcional entre empresas (B2B).
Fase 2: uso obrigatório nas operações B2B, à medida que o mercado se adaptar.
Fase 3: expansão para o consumidor final (B2C).
Segundo a Receita Federal, o ritmo da implantação vai depender da maturidade tecnológica do mercado financeiro e das empresas.
Como o Split Payment vai funcionar na prática
Imagine que uma empresa venda um produto por R$ 10.000,00.
No momento em que o pagamento é feito (via PIX, boleto ou cartão), o sistema divide automaticamente o valor:
R$ 9.000,00 vão para o fornecedor;
R$ 1.000,00 são transferidos diretamente ao Fisco.
Tudo isso acontece em tempo real, de forma integrada entre bancos, meios de pagamento e Receita Federal.
O resultado?
Menor flexibilidade no fluxo de caixa.
Como o imposto será retido e repassado automaticamente ao Fisco no momento da transação, as empresas deixarão de contar temporariamente com esses valores em caixa, o que pode alterar a forma como os empresários planejam pagamentos, investimentos e capital de giro.
O split payment exige uma gestão financeira ainda mais estratégica, capaz de equilibrar a conformidade fiscal e a liquidez operacional.
Como as empresas podem se preparar
Para enfrentar a chegada do split payment com segurança e eficiência, as empresas devem agir desde já.
Confira os principais passos para se preparar:
Mapeie os impactos tributários e tecnológicos: avalie como o novo sistema afetará seus processos, sistemas de pagamento e fluxo de caixa.
Revise contratos e políticas internas: adapte cláusulas e prazos para evitar conflitos sobre retenções automáticas.
Reestruture o planejamento de caixa: considere que parte do valor das vendas será automaticamente destinada ao Fisco.
Conte com assessoria jurídica especializada: uma orientação técnica pode reduzir riscos e otimizar a adaptação ao novo sistema.
Antecipar-se é a melhor estratégia. Com planejamento e suporte adequado, o split payment pode se transformar em uma oportunidade de inovação fiscal e eficiência operacional.
O Split Payment é mais do que uma inovação, é o marco da arrecadação digital no Brasil.
A partir de 2027, pagar impostos deixará de ser uma tarefa manual e se tornará parte automática das transações comerciais.
Empresas que se anteciparem estarão mais preparadas, mais seguras e mais competitivas.
No Pimentel Advogados, estamos ajudando nossos clientes a se adaptarem estrategicamente ao novo cenário tributário, garantindo que não apenas acompanhem as mudanças, mas se destaquem nelas.
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